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Juliana Rosa

  • Foto do escritor: Mulheres Positivas
    Mulheres Positivas
  • há 2 dias
  • 3 min de leitura

Nossa Mulher Positiva é Juliana Rosa, jornalista de economia há mais de 25 anos e comentarista do Grupo Bandeirantes. Juliana, que acaba de lançar o livro “De galinha a gavião: como impulsionar o voo da economia brasileira” (Nova Fronteira), conta sobre os desafios da carreira e sobre sua busca para disseminar o conhecimento econômico e fomentar a cidadania.



1. Como começou a sua carreira?

Eu comecei minha carreira em uma rádio popular, a Rádio Tupi, no Rio de Janeiro. Ali aprendi algo que levo para a vida: o papel do jornalismo na sociedade, principalmente em um país que tem uma das maiores desigualdades do mundo. Na porta da rádio, todos os dias, estavam pessoas “invisíveis”, sem acesso ao básico, como alimentação adequada, saúde e saneamento básico. Todos os dias eles me faziam lembrar porque eu estava ali. Era conversando com eles que saíam as melhores pautas e onde eu podia exercer a minha profissão, que é ser ponte entre a sociedade e os formuladores de políticas públicas.


2. Como surgiu a ideia para escrever o livro “De galinha a gavião: como impulsionar o voo da economia brasileira”?

O livro surge a partir de um grande incômodo meu, que trabalho com jornalismo econômico há quase 30 anos, que é o voo de galinha da nossa economia desde a década de 1980. Esse é um termo comum, usado para definir os altos e baixos do nosso crescimento, o que tem privado a nossa população de uma qualidade de vida melhor. Temos uma renda média baixa, em torno de R$ 1.800, valor insuficiente para viver com dignidade. Escrevi o livro para o cidadão comum, não o especialista, explicando as causas desse voo de galinha e como sair dessa armadilha. Para isso, entrevistei os maiores especialistas em educação, contas públicas, juros, sistema tributário, infraestrutura etc, como o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo; o ex-ministro da Fazenda, Pedro Malan; um dos criadores do Bolsa Família, Ricardo Paes de Barros; a economista Zeina Latif, que assina o prefácio, entre tantos outros.


3. Qual foi o momento mais difícil da sua carreira?

O momento mais difícil foi a pandemia. Tive muito medo de morrer ou perder alguém da minha família. Eu precisava ir presencialmente para a TV, na época trabalhava na Globonews como analista de economia. Além disso, precisei aprender sobre a doença, conversar com médicos e especialistas da área de saúde, para compreender os riscos à economia. E eram muitas informações novas, um alto grau de imprevisibilidade e passava muitas horas improvisando ao vivo. Foi muito intenso. E foi muito gratificante ter tido a oportunidade de cumprir meu papel de jornalista em um momento tão importante, com a necessidade de compartilhar informações que salvaram vidas.


4. Como você consegue equilibrar sua vida pessoal x trabalho?

É preciso ser muito organizada. Eu costumo escrever tudo o que preciso fazer, porque é tudo cronometrado. Eu brinco que se eu espirro, me atraso! E faço questão de estar com a minha família e cuidar da minha saúde física e mental.


5. Qual seu maior sonho?

Ver um debate político qualificado nas eleições, capaz de mudar os problemas estruturais do Brasil, como a baixa qualidade da educação, que impede a melhora de vida de quem nasce pobre.


6. Qual sua maior conquista?

Certamente escrever o livro “De galinha a gavião: como impulsionar o voo da economia brasileira”, pela editora Nova Fronteira, contribuindo para disseminar o conhecimento econômico e fomentar a cidadania.


7. Livro, filme e mulher que admira.

Livro: “Só sei que foi assim: a trama do preconceito contra o povo do nordeste”, do jornalista Octávio Santiago. O livro mostra como o preconceito contra o povo nordestino foi construído ao longo do tempo como um projeto simbólico, político e cultural. Sou filha de nordestino, meu pai era pernambucano e sofreu muito com o preconceito, assim como todos nós da família.


Filme: Acabei de assistir ao documentário “Ritas”, dirigido por Oswaldo Saldanha. A própria Rita Lee guia a narrativa em entrevistas concedidas durante a carreira e depoimentos pessoais inéditos. É muito emocionante.


Mulher que admiro: Rita Lee, mulher autêntica, poderosa. Ela, que foi ruiva a maior parte da vida, diz no documentário “Ritas” que tinha o sol na cabeça. Eu, como sou ruiva desde que nasci, adorei isso! Sempre me senti com o sol na cabeça! Sinto que meu cabelo me dá força!



 
 

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