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Diana e Laila

  • Foto do escritor: Mulheres Positivas
    Mulheres Positivas
  • 7 de out.
  • 7 min de leitura

Nossas Mulheres Positivas são Diana e Laila, amigas de infância que transformaram um sonho antigo em realidade com a escola MiniMe. Após carreiras consolidadas no mundo corporativo, elas migraram para a educação infantil e, mesmo inaugurando em meio à pandemia, mostraram resiliência para consolidar o projeto como referência e inspiração.



1. Como começou a carreira de vocês?

DIANA: Sou psicóloga e lá no início da minha carreira eu tive a oportunidade de trabalhar com crianças atuando como psicóloga em uma creche pública em uma comunidade do Rio de Janeiro, o que fazia meus olhos brilharem tanto que tive a certeza de que em algum momento eu trabalharia com a infância. Depois de formada, minha trajetória acabou sendo direcionada para o “mundo corporativo”, e fui trabalhar com Recursos Humanos. Me especializei com pós-graduações na área, fiz meu mestrado na França e ao longo de quase 20 anos em RH solidifiquei minha carreira, atuando em grandes empresas nacionais e multinacionais, desenvolvendo projetos de gestão, estratégia, liderança, desenvolvimento organizacional. Porém, embora eu me sentisse realizada profissionalmente, meu propósito estava em outro lugar. Laila e eu tínhamos um sonho de infância e a gente sabia que um dia iríamos realizar. Foram 8 anos transformando o sonho em projeto e o projeto em realidade. Estudamos muito para migrar de carreira, nos atualizamos, montamos uma equipe com muita expertise em educação infantil, e em 06 de janeiro de 2020 a MiniMe abriu suas portas. Importante ressaltar que em uma migração de carreira, pelo menos no meu caso, toda a trajetória construída, todos os aprendizados, toda a experiência teve, e segue tendo, total impacto na construção desta minha nova fase de carreira. 


LAILA: Minha formação é em Comunicação Social, sou publicitária e comecei minha carreira em agências de propaganda. Depois de formada, resolvi investir na área do Marketing, fui cursar uma pós-graduação em Londres e, quando voltei, mergulhei no mundo corporativo, primeiro com foco em vendas e varejo e, logo depois, em Empreendedorismo e Mercado Internacional, área que me encantou e que me fez aprender e crescer, além de plantar a sementinha da criação MiniMe. Trabalhei durante 10 anos no Sebrae com projetos de acesso a mercados internacionais para pequenas empresas e, quando saí, me dediquei por mais alguns anos a consultorias sobre o tema enquanto estudava e planejava para entrar na área de Educação Infantil. Empreender sempre foi algo que me tocava como profissional, eu sempre imaginei que em algum momento da minha carreira eu ia ter o meu negócio, e quando realmente decidimos ir por esse caminho, sabíamos que era fundamental planejar e estudar antes de qualquer passo e foi o que fizemos por alguns anos antes de iniciar nossa operação. 


2. Como é estruturado o modelo de negócios da empresa?

A MiniMe nasceu com o objetivo de ser uma escola de excelência para a primeira fase da educação – a educação infantil – que coincide, segundo a neurociência, com a fase de maior importância para a formação humana, que é dos 0 aos 7 anos. Em uma sociedade em que os anos iniciais na escola ainda são muito desvalorizados em relação às etapas educacionais seguintes, a MiniMe comprova que é muito viável trazer excelência pedagógica desde a série inicial, que começa com bebês de 4 meses - e este é um grande diferencial nosso. Acreditamos que é possível trazer mais do que só os cuidados necessários nesta fase da vida - o que já atenderia a expectativa como creche, mas não como Escola de Educação Infantil. Aqui, temos um modelo de negócios que combina os dois aspectos e abrange o posicionamento da MiniMe como referência em desenvolvimento e em cuidados para bebês e crianças pequenas, por meio de uma equipe amplamente qualificada, com investimento em participação em cursos e congressos internacionais e nacionais, parceria com grupos de educação renomados, além da formação continuada da equipe através de um programa de desenvolvimento específico da MiniMe. Temos ainda como diferencial no nosso modelo de negócios sermos uma escola bilíngue por imersão em todos os segmentos. Aqui, as professoras regentes e especialistas usam o inglês como meio de comunicação com as crianças por todo o tempo das suas atividades na escola. A organização das aulas e o uso dos espaços de uma forma totalmente diferenciada do que é visto na Educação Infantil no Brasil também segue o modelo único da MiniMe. Além disso, trabalhamos com uma base de professores especialistas de uma forma muito mais ampla do que visto em outras escolas no Brasil - outro diferencial da escola.


3. Qual foi o momento mais difícil da trajetória profissional de vocês?

Foram 8 anos de dedicação e muito investimento para transformar um sonho em realidade. Aluguel de um local estratégico, obras e mais obras, montamos uma equipe de excelência, conquistamos alunos, vendemos o nosso serviço e finalmente o ano de 2020 iniciou e a escola começou a funcionar. Estava tudo perfeito. Até que 2 meses após a nossa inauguração, foi noticiado uma pandemia global e que teríamos que fechar a escola por 15 dias. Estes 15 dias se transformaram em 7 meses. 7 meses de uma insegurança mundial por todas as questões do COVID, e para nós também pela manutenção da nossa empresa recém-aberta, pela manutenção do emprego dos funcionários e pela retenção dos clientes. Sem dúvida este foi o momento mais difícil da nossa trajetória. 


4. Como vocês conseguem equilibrar a vida pessoal com a vida corporativa/empreendedora?

DIANA: Para mim, organização e disciplina são essenciais para este “equilíbrio”, que eu sinceramente não sei se algum dia conseguiremos chegar com plenitude. Equilíbrio para mim implica entender que algumas vezes o pêndulo vai precisar balançar mais para o trabalho, outras vezes vai balançar para os filhos, para a família, outras para você mesma. O importante é nunca permitir que esteja totalmente para um lado só. E que saúde não pode ficar de lado nunca, porque tendemos, em especial nós mulheres, a deixar o olhar para nós mesmas em segundo plano. Se for mãe então, essa tendência só aumenta. Como estratégia, eu não abro mão da agenda, preciso ter todos os meus compromissos anotados na agenda e separados por tipo de compromisso: trabalho, compromissos de filhos e da casa, da família, e compromissos comigo mesma. Além de muitas conversas em casa. Quando estou em uma fase em que preciso de maior dedicação no trabalho, converso com meu marido e meus filhos e reorganizamos as agendas e as expectativas. E assim vamos equilibrando todos os pratinhos no nosso dia a dia de mulher empreendedora. 


LAILA: Acho que o principal ponto aqui é disciplina para organizar a gestão do tempo: dizer não e parar quando necessário é de uma sabedoria enorme. Para ter equilíbrio, é fundamental entender que produtividade não é chegar muito cedo e sair depois do horário ou ficar 24 horas por dia ligada no que acontece na empresa, mas sim planejar o dia a dia de forma que você realmente dê conta dos afazeres que você tem, priorizando, delegando e não tomando para si responsabilidades quando percebe que não vai conseguir cumprir. Assim, é possível ter tempo para malhar, para estar com a família e com amigos, dormir, estudar e se cuidar. Não é fácil, mas é de extrema importância ter essa compreensão. Até mesmo porque é uma ilusão achar que se você dedicar mais tempo ao trabalho, com menos cuidado com a vida pessoal, você vai produzir mais, ter mais resultados, ou mesmo ser reconhecida na empresa em que trabalha. 


5. Qual é o maior sonho de vocês?

Ver a MiniMe ser uma realidade já é a realização de um sonho enorme, de um sonho da infância, e sonhos da infância tem muito valor. Mas este sonho é grande, e não para por aqui. Então posso dizer que o nosso maior sonho é ver o crescimento sustentável e contínuo do sonho MiniMe. Queremos estar em mais locais e oferecer uma educação diferenciada, de excelência com muito cuidado e alegria para milhares de crianças. Assim como queremos ver a nossa equipe crescer em número e em evolução de carreira. Queremos impactar muitas vidas, em especial as dos pequenos, e sonhamos em contribuir para um futuro melhor através da formação das crianças do presente, pois são elas que farão deste mundo um lugar melhor. 



6. Qual é a maior conquista de vocês até agora?

Tirar um sonho do papel já é uma conquista enorme. Empreender requer muito estudo, dedicação e planejamento e o fato de não estarmos nas estatísticas brasileiras de empresas que fecham nos primeiros anos é uma grande conquista - fruto de muito esforço e que merece ser celebrada. Ver o que construímos até aqui, com muita dedicação, muito trabalho, com propósito e amor, é motivo de muito orgulho. E as adversidades que enfrentamos com a COVID no primeiro ano de funcionamento da empresa tornam esta conquista ainda mais representativa. Quando percebemos que já temos o reconhecimento da nossa marca como referência no tema Educação na Primeira Infância então, a conquista ganha ainda mais força. Não há palavras para descrever a alegria que temos em ver tudo o que um dia sonhamos ser a nossa realidade de trabalho de todos os dias. Trazer as famílias da escola para perto, ver a evolução das crianças, ouvir relatos de famílias que sonham em estar na MiniMe, montar e manter uma equipe de qualidade e receber profissionais que planejam crescer na carreira na MiniMe são parte desta grande conquista. Enfim, acredito que acompanhar o cotidiano vendo a evolução desta escola tão especial e diferenciada é a nossa maior conquista profissional. 


7.Livro, filme e mulher que vocês admiram:

DIANA: A mulher que eu admiro é fácil, vou citar aqui a Laila. Escolhi ser sócia da minha melhor amiga de infância, que eu conhecia muito bem e já admirava. Mas trabalhar com ela me fez conhecer um outro lado, e passar a admirar mais ainda a pessoa generosa, verdadeira, amiga e a profissional prática, inteligente, competente e igualmente generosa e verdadeira.

Livro: Tenho muitos na lista dos favoritos. Recentemente eu li “Geração Ansiosa” do Jonathan Haidt, que fala sobre a urgência de agirmos sobre o tema crianças e telas e amei! E tenho o meu livro de cabeceira de sempre, que é “Mulheres que correm com os lobos”. Era o livro favorito da minha mãe e trouxe pra minha vida!

Filme: Posso citar uma série ao invés de um filme? Se sim, falaria sobre This is Us. Tão sensível e tão potente para falar sobre família, conexões, amor, responsabilidades e consequências, escolhas. Mas, acima de tudo, é uma história sobre sonhos, e sobre como eles nos movem. 


LAILA: Certamente a Diana é a mulher que eu vou citar como a mulher que eu admiro. Mãe, profissional dedicada, minha melhor amiga de infância, psicóloga de corpo e alma em toda a sua essência: ela cuida, ouve e se preocupa com o outro. Não é por acaso que estamos nessa juntas!

Um livro que eu gosto muito é Perdas e Ganhos, da Lya Luft.

Um filme que está entre meus favoritos e é uma inspiração é Estrelas Além do Tempo.


 
 

Sobre Elas: Histórias que Inspiram Mudança

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